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Blockchain deve rastrear US$ 300 bilhões em alimentos

Blockchain deve rastrear US$ 300 bilhões em alimentos

O Bitcoin, atualmente, é comercializado acima dos US$ 9 mil. Ou seja, uma única unidade da criptomoeda, tem um valor bastante grande, não é mesmo? Porém, a tecnologia que acompanha a moeda digital mais famosa do mundo possui um preço praticamente inestimável, cuja aplicação no dia a dia das pessoas e empresas ocorre a passos largos.

 

Embora já tenhamos falado bastante sobre o blockchain aqui no Blog, é importante, sempre, retomar um pouquinho esse conceito. A tecnologia funciona como um livro-caixa, em que podem ser gravadas diversas informações e, posteriormente, validadas, de forma segura e imutável. Isso dá legitimidade aos dados cadastrados na ferramenta.

 

Segundo um relatório da Cointelegraph Consulting e VeChain, US$ 300 bilhões, por ano, em produtos alimentícios devem ser rastreados pela tecnologia ao longo da cadeia de suprimentos nos próximos sete anos. A economia prevista com o uso do blockchain é estimada em US$ 100 bilhões anualmente.

 

O setor de alimentos é bastante deficitário em todo o mundo. Para se ter uma ideia, há uma projeção de que 20% das vendas globais de vinho sejam falsificadas, totalizando US$ 6 bilhões. Nesta mesma linha, até 70% de peixes, como anchova, salmão selvagem e bacalhau não são verdadeiras, sendo substituídos por espécies mais baratas ou de mais fácil acesso.

 

Com a tecnologia blockchain, essa falta de transparência nos produtos e até mesmo responsabilidade social, financeira e ambiental podem ser facilmente solucionadas. A partir do momento em que os dados de produção estão descritos em um QR Code do produto, você consegue garantir a originalidade do que está consumindo.

 

A Nestlé, por exemplo, já trabalha aqui no Brasil, mas principalmente na Suíça, com o chamado supply-chain. Isso permite rastrear todo o processo de produção de um suco de laranja por exemplo, desde a data, local e horário da colheita, os agricultores que participaram das plantações, chegada na fábrica, preparo do produto, embalagem e despacho para entrega. E tudo isso acessível ao consumidor.

 

Nesse cenário, o Bitcoin não apresenta apenas uma mudança drástica do sistema financeiro tradicional, mas também no setor produtivo global. Agora, empresas vão poder certificar seus produtos e evitar fraudes. Já os compradores, terão acesso a alimentos de qualidade e a certeza sobre o que estão adquirindo.

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