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Bitcoins embaixo do colchão

Bitcoins embaixo do colchão

Um dos principais propósitos do Bitcoin, quando lançado, era ser um substituto de unidades monetárias mais tradicionais, como Real, Dólar ou Euro. Com uma atividade menos volátil e descentralizada, muitos enxergaram nessa perspectiva uma possibilidade uma nova reserva de valor para guardar suas economias a longo prazo.

 

Por volta de 2016, o mundo passou a ver a criptomoeda como um porto-seguro e também um ótimo investimento, o que iniciou um processo de compra e venda bastante intenso em todo o mundo. Enquanto muitos preferiram fazer esse tipo de negociação e curto prazo, o movimento conhecido como HODL foi crescendo em paralelo, chegando a um nível histórico em 2020, principalmente com as turbulências econômicas globais.

 

Segundo um estudo da empresa especializada em moedas digitais, GlassNode, 61% das carteiras digitais que possuem alguma quantidade de Bitcoin estão sem realizar qualquer movimentação há pelo menos um ano. Isso destaca que as pessoas estão comprando o ativo e deixando-os guardado, considerando o status de reserva de valor, anteriormente mencionado.

 

Outra pesquisa da mesma empresa mostra que o nível de oferta está em seu menor patamar em 18 meses. Essa métrica corrobora com a ideia anterior. Com um volume menor da moeda disponível para compra, é outro sinal de que as pessoas estão apenas comprando a demanda existente, em vez de criar uma nova onda de venda.

 

Entre as várias análises feitas pelo ativo, há uma chamada de múltiplo de Puell. Esse índice, bem resumidamente, analisa a receita dos mineradores e como eles poderiam afetar no preço do Bitcoin a longo prazo. Essa métrica, observada também pela GlassNode, destaca que o preço da criptomoeda está “barato” em relação ao seu verdadeiro valor, encorajando ainda a ação dos HODLers.

 

No total, 90%, das 21 milhões de unidades do Bitcoin já foram minerados. Por possuir essa oferta limitada, as pessoas consideram a criptomoeda como um ouro digital, já que ela é escassa e universal.

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