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Para FMI, Bitcoin é oficialmente reserva de valor

O lançamento do Bitcoin (BTC), a primeira criptomoeda do mundo, foi feito em 2009. Mesmo uma década depois de se tornar público, essa tecnologia ainda é muito nova em uma perspectiva histórica, fazendo com que seja difícil tirar algumas conclusões sobre o assunto.

De qualquer maneira, o Bitcoin já é um ativo bastante consolidado no mundo. A moeda movimenta bilhões de dólares todos os dias, apresenta um histórico bastante confiável e possibilitou a geração de empregos e discussão sobre futuras aplicações e até como nos relacionamos com o dinheiro.

Uma das principais funções do Bitcoin é ser uma reserva de valor. Isso quer dizer que você pode trocar seu dinheiro por um BTC e essa moeda digital conseguirá manter esse valor depositado nela por muito tempo. Um exemplo mais “tradicional” é o ouro. Mesmo que o mundo acabe, o ouro vai continuar sendo ouro, por vários motivos, entre eles sua escassez, assim como ocorre com o Bitcoin.

E voltando para a dificuldade de classificar uma criptomoeda, por conta de sua breve vida, muitas autoridades ainda batem cabeça nisso. Mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) conseguiu confirmar que o Bitcoin é, sim, uma reserva de valor oficial.

Por meio do painel “O que sabemos sobre criptoativos”, apresentado na Reunião Anual, em Washington, Bo Zhao, do Departamento de Secretário do FMI, Venkat Josyula, do Departamento de Estatística e Sonja Davidovic, do Departamento de Tecnologia da Informação, explicaram a criptomoeda.

Um dos motivos para a classificação foi que vários países, inclusive o Brasil, não sabiam muito bem como incluir o Bitcoin nas estatísticas macroeconômicas, muito menos o FMI.

“Esses países nos abordaram porque não havia padrões estatísticos internacionais, uma vez que os criptoativos são um fenômeno novo (…) Os criptoativos combinam as propriedades de moedas, mercadorias e ativos intangíveis. São representações digitais de valor possibilitadas pela criptografia e pela tecnologia de contabilidade distribuída”, comentou Josyula.

A mineração – falaremos mais sobre isso em outra publicação – de Bitcoin também foi abordada. Muitos países, como China e Estados Unidos, são grandes mineradores de criptomoedas. Mas a Geórgia ganha destaque mundial, já que o país representa 15% da oferta global de BTC.

“Estima-se que seja em torno de 5% do seu PIB ou 10% da exportação de bens e serviços. Quando você o compara com outras atividades econômicas da Geórgia, a produção agrícola da Geórgia é de cerca de 6% do PIB. Então você pode entender um país tão pequeno como a Geórgia, o quanto essa atividade de mineração é importante”, acrescentou.

Com essas ideias, o FMI se posicionou e classificou o Bitcoin, oficialmente, como uma reserva de valor. “Recomendamos a classificação do Bitcoin como um criptoativo mas em uma categoria distinta de objetos de valor. Por quê? Porque esses ativos são semelhantes aos metais processados, que podem ser usados como reserva de valor ou como permuta na compra de bens e serviços”, destacou a apresentação.

Josyula disse que ainda aguarda uma classificação mundial sobre a moeda, mas, até lá, o ativo deve continuar a ser estudado, enquanto as estatísticas macroeconômicas são computadas.

Esse é um passo muito importante para o mundo das criptomoedas, marcando um passo direto para a regulamentação do ativo. Lembrando que o fato de algo não ter regras, não quer dizer ilegalidades, apenas que não há normas específicas de atuação, como acontece em muitas profissões. Mesmo assim, a classificação do FMI mostra confiança nas moedas digitais. Essa revolução já acontece desde 2009, mas ainda não é tarde para você saber mais e participar. Na exchange CashCode, são oferecidas 12 criptomoedas e uma plataforma bem intuitiva para você fazer suas compras e vendas de ativos. Acesse a plataforma e confira!

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